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mulheres e lésbicasEditar

 

Quando lésbicas pedem que se refiram não à mulheres em geral, mas que mencionem "mulheres e lésbicas":Editar

Isso surgiu do Lesbianismo Radical francês, mas também pode ser visto pelas separatistas. Pode soar incômodo a alguns ouvidos, e muitas vezes é considerado misógino, mas um cuidado é necessário antes de se precipitar em acusações.Editar

O motivo de que lésbicas peçam por essa referência se deve a que, por muito tempo, as lésbicas foram invisíveis no feminismo e trabalharam nele e não tinha reconhecimento das questões ou havia um pânico a respeito de lésbicas. É só ver pelo manifesto "mulher que se identifica com mulher" de lésbicas radicais, que foi uma reação a Betty Friedam que acusou lésbicas de serem uma ameaça ao movimento feminista. Todo o separatismo lésbico pode ser considerado como sendo uma reação de lésbicas a lesbofobias e invisibilizações dentro do movimento feminista.Editar

Dizer lésbica E mulheres é uma forma de visibilização, frente a um feminismo heterocêntrico que terminou por definir ‘mulher’ centrando em algumas agendas e vivências. Mas também tem haver por um tema de vivência, muitas lésbicas não se sentem pessoalmente ‘mulheres’, mas entendendo que enquanto classe são mulheres. Politicamente não se entende porque lésbicas tem que pagar tanto tributo a uma categoria que as invisibiliza. Assim falar ‘lésbicas’ e não ‘mulheres lésbicas’ é uma atitude de redefinição, de visibilidade, e de separatismo, assim como uma atitude política, simbolicamente importante pra não diluir dentro duma agenda que diz representar e falar por todas. É uma forma de posicionar politicamente.Editar

A primeira a teorizar e mais conhecida é a Monique Wittig, que falou no ensaio "Não se Nasce Mulher" de 1980, publicado na sua coletânea de ensaios intitulada "O pensamento Heterossexual", que as lésbicas não são mulheres, porque dentro duma perspectiva materialista (feminismo materialista francês, conceitua que as classes ou categorias mulheres surgem a partir da apropriação num regime de exploração, pela classe dos homens), diz que as relações homem-mulher são relações de classe. Mulher só existe nessa relação, assim como proletário só existe na relação patrão-proletário, uma relação de classes. A lésbica escaparia a essa apropriação individual. Editar

No separatismo estadunidense surgiu isso antes, também havia esse deslocamento da palavra mulher, sendo a palavra ‘separatista’ usada porque as lésbicas não queriam se reivindicar ‘feministas’, vendo como um movimento reformista dessas relações de classe ou porque estavam pautando um movimento nelas mesmas. As lésbicas foram sendo ativamente excluídas ou deslocadas do movimento feminista e daí passaram a se identificar de outros modos. Usam mais a palavra female que woman em muitos textos, ou usam womyn/womon.Editar

É uma tentativa de definir dentro de uma episteme lésbica e não trabalhar pra um feminismo hegemônico ou questionar este. Também é comum utilizar a expressão "lésbicas e feministas". Se trata de uma estratégia de visibilização e uma atitude de apoio, contra apagamentos discursivos que já existem massivamente na heterorealidade.Editar